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Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente

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Esporte Clube Coríntians foi um clube de futebol de Presidente Prudente, fundado em 8 de fevereiro de 1945. Atualmente, um time utiliza o mesmo nome e escudo para disputar a Liga Amadora de Futebol. Contudo, não tem nenhuma ligação com o tradicional clube que representou a cidade em campeonatos estaduais por décadas.

Década de 1940: a origem 

O Coríntians foi fundado em 8 de fevereiro de 1945, por um grupo de torcedores de Presidente Prudente que buscavam um time para disputar o campeonato de futebol juvenil da cidade. Gushiken, Kuskin, Kusken, Gosken e Sairin aceitaram investir na formação da equipe, mas com uma condição: todos eles jogariam. Sem exceção. O problema é que Gushiken era cego do olho esquerdo. Perdeu a visão depois de se chocar com um arame farpado durante uma “pelada” nos campos de plantação. Mas não foi empecilho.

Os jovens prudentinos decidiram então por uma homenagem, e batizaram sua nova equipe com o nome da agremiação paulistana. Como Corinthians, disputaram não apenas o juvenil daquele mesmo ano, mas também o Campeonato Regional Amador.

Três anos depois, em 1948, a equipe conquistaria seu primeiro título – o de campeão da Alta Sorocabana. Foi a última competição amadora da equipe, apelidada até então de Jerônimo do Sertão. Em 1948, o clube solicitou sua inscrição à segunda divisão do Campeonato Paulista junto à Federação Paulista de Futebol, que havia reativado o módulo dois anos antes.

Naquele ano, a Série Branca da segunda divisão contou ainda com LinenseRio PretoNoroesteBauruInter de LimeiraPrudentinaFerroviáriaSão Paulo de AraçatubaAmérica de São José do Rio PretoBandeiranteXV de JaúSãomanuelense e Uchoa. O time foi apenas o 10° colocado da chave, perdendo a vaga para a fase final para o Linense.

Foi nessa época que o time construiu seu estádio, o Parque São Jorge. O terreno, localizado na rua Siqueira Campos, foi doado por Mellén Isaac ao presidente do clube, Alvino Gomes Teixeira. Na inauguração, o time do interior paulista venceu a equipe de aspirantes do São Paulo por 4 a 0, quebrando uma série invicta de 36 jogos do time da capital paulista.

 

Década de 1950: destaque na segunda divisão

Porém, foi apenas nos anos 1950 que o Corintinha embalou na segunda divisão – especialmente na segunda metade da década. Foi quando um mutirão da torcida construiu uma nova arquibancada no Parque São Jorge, aumentando para 10 mil lugares a capacidade do estádio para as campanhas no campeonato estadual. Em 57, no entanto, o time parou na segunda das duas fases da disputa.

No ano seguinte, o Corinthinha foi mais longe e perdeu a vaga para a elite para o Comercial. Os dois times fizeram três partidas, e a vaga só foi decidida a favor do Bafo com uma goleada por 4 a 0 no terceiro duelo, no Pacaembu.

Porém, em 59, o time venceria as duas fases da divisão e conquistaria a única vaga disponível para o acesso ao Campeonato Paulista de 1960. Depois de dois jogos de uma melhor-de-três, o título da divisão foi decidido apenas com uma vitória por 4 a 1 sobre o Bragantino em Presidente Prudente, em partida apitada por Anacleto Pietrobom e com renda de cerca de CR$ 963.560,00.

O time atuou com Acosta, Tó, Bertamin, Cotía e Luizinho; Joãozinho e Zé Amaro; Barras, Nelson Luques, Robertinho e Plínio, e ganhou destaque até mesmo do jornal A Gazeta Esportiva. Após empate em 0 a 0 no Parque São Jorge no primeiro tempo, Robertinho e Barras colocaram os prudentinos na frente com gols aos 3 e aos 14 minutos. Alvair descontou para os visitantes aos 18, mas Barras e Joãozinho, aos 31 e aos 41 minutos, decretaram o placar, selando a vitória e o inédito acesso - o primeiro de um clube da cidade.

 

Década de 1960: apogeu e queda 

O Corinthians estreou na primeira divisão do Paulistão em 12 de junho de 1960, em casa, justamente contra seu xará paulistano. Foi derrotado por 2 a 0. No entanto, o time deu mostras de que poderia até superar o tropeço inicial, vencendo Portuguesa Santista (3 a 0) e Portuguesa (5 a 2) logo em seguida.

Porém, o time logo sofreu com uma seqüência de 10 derrotas para Ponte PretaNoroesteGuaraniTaubatéFerroviáriaComercialXV de PiracicabaSantosSão Paulo e Palmeiras. A má fase só teve fim com vitórias sobre o Botafogo de Ribeirão Preto e Juventus, mas ineficazes para tirar o time da rabeira de classificação.

Na sequência, o time prudentino perdeu de 2 a 0 para o Jabaquara, mas se recuperou vencendo o América por 1 a 0 em Presidente Prudente.

Logo viria, no entanto, outra série de quatro maus resultados: derrotas para Taubaté e Corinthians e empates contra Ferroviária e Ponte Preta. Apesar de uma vitória por 2 a 1 frente ao Noroeste, o Corinthians seria batido por XV de Piracicaba e Portuguesa Santista. Nos dez jogos seguintes, foram quatro vitórias em dez partidas – incluindo um 2 a 0 sobre o Palmeiras e um 5 a 0 sobre o Juventus.

Desta forma, a equipe não conseguiu escapar do rebaixamento. Foram dez vitórias e três empates em 34 jogos. O Corinthians de Presidente Prudente era rebaixado com a 17ª colocação, à frente apenas da Ponte Preta. O time de Campinas, assim como o América de São José do Rio Preto, era igualmente rebaixado. Era o fim da única participação do Corintinha na elite do futebol paulista.

Em 61, o time perdeu a vaga à elite exatamente para a Prudentina, que venceu sua série com um ponto de vantagem sobre o time alvinegro e levou a melhor na disputa pelo acesso contra a Ponte Preta. Nos dois anos seguintes, apesar da vaga na segunda fase, o time não conseguiu voltar à primeira divisão. A partir daí, o futebol de Presidente Prudente viveu a fase da Prudentina, que representou a cidade na elite entre 62 e 67, tendo como melhor classificação o oitavo posto no Paulistão de 66.

 

Década de 1970: o começo do fim

O Corinthians deixou escapar a chance de ascender novamente à elite em 1970, depois de sofrer uma derrota para o Nacional de São Paulo e perder matematicamente as chances de promoção. A equipe tinha como base Raimundinho; Alemão, Dobreu, Luís Carlos Djalma e Almeida; Ivo, Reinaldo, Zé Roberto, Coité, Pitanga e Plínio, e viu o Noroeste ser campeão da segunda divisão paulista daquele ano.

A má fase do time, e a tentativa de conquistar a simpatia dos torcedores de Palmeiras, São Paulo e Santos em Presidente Prudente fez com que o Corinthians prudentino mudasse de nome em 1973. Surge então o Presidente Prudente Esporte Clube, que buscava unificar as torcidas da cidade. O novo nome foi definido em uma reunião realizada na Associação Comercial e Industrial de Presidente Prudente. A nova agremiação era presidida por Feiz Abud e teria as cores azul e amarela – curiosamente, diferentes das cores da cidade, o vermelho, o branco e o preto.

Logo na estréia, o PPEC venceria o Andradina por 6 a 1. Mesmo assim, o time não teria o apoio de torcedores mais tradicionais como Amélia Monteiro, torcedora-símbolo do Corintinha. Em 74, “dona” Amélia e Jackson Monteiro, então presidente da equipe, convocam o conselho deliberativo, que votam pela retomada das atividades do Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente.

O ano de 1975 marcaria a retomada do Corintinha ao futebol paulista. Porém, como não existia a Lei do Acesso no estadual, o time prudentino passou a viver os piores momentos de sua história até então em divisões intermediárias. Tanto que, em 76, a equipe quase fechou as portas novamente por falta de dinheiro.

Com os jogadores sem salários até para alimentação dos atletas, o clube teve que aceitar a campanha das emissoras de rádio locais junto ao comércio, liderada pelo radialista Sérgio Jorge Alves, o treinador e ex-jogador Luís Carlos Djalma e dona Amélia Barreto. O intuito era o de obter alimentos para os jogadores, mas o Corinthians não resistiu: teve seu estádio penhorado e vivia a maior agonia de sua existência.

Foi apenas na segunda metade da década de 1970 que o clube conseguiu deixar a época das vacas magras – pelo menos, temporariamente. Liderados pelo vereador Nelson Nunes Pinheiro, um grupo de atletas e entusiastas do Corinthians de Prudente se une para tirar o clube do vermelho. Contando com o apoio popular, o time reforma o gramado de seu estádio e volta a realizar bons jogos, deixando para trás a ameaça de extinção.

A equipe voltou a encher as arquibancadas do Parque São Jorge na segunda divisão de 77, mas ainda em fase de transição, terminou o torneio na penúltima colocação, escapando por pouco da degola. Melhor sorte veio no ano seguinte, quando o Corinthians deixou de alcançar o acesso apenas na fase final. O time vinha se fortalecendo anualmente, em busca do segundo acesso de sua história.

 

Em 79, Norberto Lopes, ex-jogador da Prudentina, assume o cargo de treinador do Corintinha, que ganha destaque como um dos favoritos à vaga do acesso. Porém, nem mesmo com a diretoria organizada, o time arrumado e os salários em dia, o time garantiu o retorno à elite do Paulistão. 

 

Década de 1980: a venda do estádio

Em 1980, o time formado com jovens da cidade e outros contratados passou 23 jogos sem perder entre a primeira e a segunda fase da segunda divisão. Paulo Dias era considerado o artilheiro do interior paulista, formando a equipe de Luis Carlos, Gerson, Espanhol, Almeida e Ojeda; Rubinho, Jaime e Lima, Tuta, Paulo Dias e Pedrinho (ou Jair Brasília). O Parque São Jorge estava sempre lotado, mas o time deixou escapar o acesso. 

As verbas para manter um bom time tornaram-se escassas, e a equipe novamente começou a se endividar. Tanto que, em 1983, o terreno do Parque São Jorge foi vendido para a construção de um shopping center – o primeiro da cidade, o Americanas (atual Prudente Parque Shopping). O presidente então era Joaquim das Neves Filho.

De nada adiantou a contestação por parte dos torcedores, que iniciaram movimentos até mesmo tentando devolver o dinheiro da negociação à empresa compradora do terreno. Artur Boigues Filho, ex-presidente do time, ainda iniciou uma campanha - com o apoio do radialista Sérgio Jorge Alves, o diretor Ademar Cipola e o ex-jogador Teotônio - para que a primeira parcela da venda fosse devolvida.

Joaquim Neves, o presidente do Corintinha, não aceitou. Em 7 de novembro de 1983, o Corinthians de Prudente vendia à Artur Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda. o maior patrimônio de sua história. Em seguida, Neves renunciou a seu mandato, com Celso Nespoli assumindo a presidência do Alvinegro.

Sem patrimônio, o time ainda disputou algumas partidas no Parque São Jorge, mas posteriormente firmou-se no recém-inaugurado Estádio Municipal Eduardo José Farah, o Prudentão. Porém, até o final da década de 1990, o time fez apenas campanhas medianas na Série A2 do Paulista, sem brigar diretamente pela vaga, mas sem lutar contra o rebaixamento.

 

Década de 1990: o último suspiro

No entanto, o time caiu ainda mais de produção na primeira metade da década de 1990. Rebaixado para a Série A3, Sem recursos e jogadores sem pagamentos, o Corinthians PP fecharia suas portas mas com novas eleições assumiu a presidência o professor Jaime Lira Leal Filho que interveio junto à Federação Paulista de Futebol que estava sob o comando de Eduardo José Farah e evitou o fechamento do clube e deu prosseguimento da equipe no Campeonato Paulista da Série A3.

 

Após alguns meses o professor Jaime Leal foi a trabalho para o Japão onde ficou por 10 anos e em seu lugar assumiu o sr. Paulo Lima. O time subiu em 1996 de volta para a A2. Naquele ano, o time realizou uma campanha memorável, garantindo dez vitórias e quatro empates em 15 jogos pela primeira fase. Ao final do torneio, o time foi promovido ao lado de Matonense e Francana.

Instável, porém, o Corinthinha voltou a ser rebaixado em 1999, e ainda foi lanterna da Série A3 em 2000. Endividado, sem patrimônio e já sem o apoio da torcida da cidade, o time ainda chegou a se inscrever para a extinta série B1 de 2001, mas não foi aceito pelas dívidas com a FPF. Assim, ao fim do mandato do presidente Antônio Carlos Colnago, a equipe fechava suas portas.

Títulos

Campeonato Paulista de Futebol de 1959 - Série A2 de 1959

Vice-Campeonato Paulista de Futebol - Série A3 de 1996

Outras conquistas

Campeonato da Alta Sorocabana de 1948.

Campeonato Paulista da Segunda Divisão Juvenil de 1993.


Fonte: Wikpédia

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