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Há exatos 49 anos o futebol perdia o prudentino Lidu e o carioca Eduardo em acidente de carro

April 28, 2018

CLIQUE NA IMAGEM | e confira mais informações do trágico acidente que tirou a vida de dois talenetosos jogadores de futebol ainda no início da carreira.

 

 

Corinthians de 1969

Em pé: Ditão, Luis Carlos, Dirceu Alves, Pedro Rodrigues, Lidu, e Lula 

Agachados: Paulo Borges, Tales, Benê, Rivelino e Eduardo

 Lidu                                            Eduardo

 

Ludgero Pereira da Silva, conhecido profissionalmente como Lidu nasceu no interior de São Paulo na cidade de Presidente Prudente no dia 21 de março de 1947. Lidu era um rapaz humilde, que trabalhava em um frigorífico até aparecer para o futebol. Inicialmente, jogava como volante nas divisões amadoras da saudosa Associação Prudentina de Esportes Atléticos em 1965.

 

Em 1966, o presidente do Londrina Esporte Clube, Carlos Antonio Franquello, acompanhado de Jorge Scaff e Murillo Zamboni, foram até Presidente Prudente na intenção de contratar reforços para disputar o campeonato paranaense de 1967.

 

Lidu era reserva na Prudentina e nesse dia arrebentou com o treino. Dessa forma, os cartolas do Londrina decidiram levar o até então desconhecido médio volante para o Paraná, onde fez muito sucesso, tanto é, quem em 1969 foi contratado pelo Sport Club Corinthians Paulista, fazendo 36 partidas pelo alvi-negro. Faleceu com 22 anos.

 

Mesmo com um inicio irregular no alvinegro Lidu ja havia conquistado o posto de titular na lateral direita, caindo na graça da torcida.

Eduardo Neves de Castro, nasceu em 29 de Agosto de 1943, na cidade do RJ

No início dos anos sessenta foi revelado pelo América Futebol Clube e assinou seu primeiro contrato profissional em fevereiro de 1964.

 

Nos derradeiros meses do ano de 1967, Eduardo formava uma forte ala esquerda com Edu Coimbra e seu passe já despertava o interesse dos grandes clubes da Guanabara. Todavia, o Corinthians já vinha conduzindo em segredo as negociações para trazer o jovem e promissor ponteiro esquerdo para São Paulo.

 

Seu futuro estava mais do que desenhado. Morando em São Paulo, prestes a se casar e jogando pelo Corinthians, o jovem talento e grande revelação do futebol carioca, era só felicidade com a campanha do time no campeonato paulista de 1969.

 

Quando o contrato com o América terminou, em dezembro de 1967, Eduardo já estava praticamente contratado pelo Corinthians com salário mensal de 1.500 cruzeiros novos. Bem diferente dos 140 cruzeiros mensais que o jogador recebia.

 

Na época, a camisa onze do Corinthians era de Gilson Porto. Apesar da concorrência, Eduardo acabou ganhando a posição com seu futebol habilidoso, dono de dribles envolventes e insinuantes.

Em pé: Carlos Alberto Torres, Felix, Brito, Joel, Gerson e Rildo.

Agachados: Natal, Tostão, Jairzinho, Rivellino e Eduardo

 

Em 25 de junho de 1968, na cidade de Belgrado, o Brasil (da foto acima)  derrotou a Iugoslávia por 2 × 0. Crédito: revista do Esporte

 

Os últimos jogos de Lidu e Eduardo

02 de março: São Paulo  2 x 4  Corinthians

16 de março: Portuguesa 2 x 3 Corinthians

30 de março: Corinthians 2 x 0 Palmeiras

13 de abril: Santos 0 x 2 Corinthians

 

A tabela reservava para aquele ultimo domingo de abril de 1969, o encontro contra o sempre perigoso São Bento em Sorocaba

 

Como esperado, o jogo foi difícil e o ponto conseguido no empate de 1 x 1 foi importante para manter a ótima campanha.

Abaixo, a ficha do jogo publicada no site cacellain.com.br

 

São Bento 1 x 1 Corinthians

Local: Estádio Humberto Reale, em Sorocaba-SP

Gols: Benê 2 min. 2º T e Carlinhos 10 min. 2º T

Árbitro: Vander Moreira

Público: 10.028 pagantes

 

São Bento: Alberto, Aranha, Milton, Gibe e Jair, Maranhão e Bazaninho, Alan, Carlinhos (Peri), Mazinho e Batista

 

Corinthians: Lula, Lidu, Ditão, Luis Carlos e Pedro Rodrigues, Dirceu Alves e Rivelino, Paulo Borges, Tales, Benê (Servilio) e Eduardo

Naquela mesma noite 28 de Abril, Lidu e Eduardo foram jantar no restaurante

Recreio Chácara Souza, em Santana.

 

O acidente

Ao voltar vindos pela avenida marginal do Tiete, ainda em construção, e sem iluminação, Lidu que dirigia seu Carro (fusca) Castor placa 9 26 79, a carta de motorista do corintiano era nova. Lidu não viu que tinham guias jogadas no asfalto e acabou passando por cima delas capotando o carro, dando varias cambalhotas e espatifou-se no chão, perto da ponte da Vila Maria, jogando Lidu e Eduardo fora do veiculo sofrendo ambos fratura de crânio, roubando do Corinthians dois titulares, que faleceram antes de dar entrada ao pronto-socorro de Santana. Antes porem os corpos foram saqueados por pessoas sem alma e coração, Objetos, como relógios, correntes e carteiras, foram levados.Ninguém poderia esperar por um desfecho tão trágico.

 

A triste noticia foi manchete nos principais jornais do Brasil

Toda São Paulo acordou naquela segunda feira dia 29 de abril de 1969, com as manchetes dos jornais revelando a morte de Lidu e Eduardo. E até agora ninguém compreende o porque de tudo isso, era o que dizia o Diário Popular daquele triste dia, para o futebol brasileiro.

 

O corpo de Eduardo seguiu às 17 horas para a Guanabara, onde seria enterrado no cemitério do Caju. Jogadores do América do Rio vieram a São Paulo para acompanhar o antigo companheiro de clube, nessa viajem. Os diretores do Corinthians João Creveland, Otavio Muniz, e, Américo Cater, foram para a Guanabara, em companhia dos jogadores Diogo e Louro.


O corpo de Lidu deixou o parque São Jorge na mesma hora sendo trasladado para Presidente Prudente, sua terra Natal. Foram os diretores Jorge Cardoso, Pedro Monteiro e Waldemar Fictorato, alem dos jogadores, Ditão, Clovis, Alexandre, Buião e o porteiro Caldeirão.


Foi uma grande comoção naquela segunda feira cinzenta, e garoenta, Como dizia Fiori Gigliotti, o céu estava carrancudo e caiam lagrimas.

Video 

Narrativa de Fiori Giglioti

 

 

Vale como registro informar que

 

O elenco do Corinthians de 1969, contava com a presença do Luis Carlos Djalma, zagueiro com passagegens pelo, São Paulo, Clube Atlético Paranaense, Vasco da Gama, Londrina EC, Bragantino, Noroeste, Marília, Corinthians de Prudente (extinto), Clube Atlético Penapolense, Goiatuba de Goiás e por último, Dracena. Hoje Djalma é professor de futebol das categorias de base SEMEPP Secretaria Municipal de Esportes de Presidente Prudente.

 

Em breve no site OSMARDEAMIGOS.COM

Muito mais do nosso amigo Djalma Cavalo

 

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista Veja, mariolopomo.zip.net, cacellain.com.br, jornal Folha de São Paulo, site do Milton Neves, 100xcorinthians.blogspot.com.br, Livro Timão 100 anos – Celso Unzelte – Ed. Gutenberg, Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora.– site Tardes de Pacaembu – site: Terceiro tempo – Livo da História do Londrina EC de 2006 Autoria de Jefferson de Lima Sobrinho – GE Presidente Prudente – site esportivo e cultural OSMARDEAMIGOS.COM

Alguém que conheca familiares do Lidu, solicitamos a gentileza de nos avisar. Clicando abaixo na imagem. Obrigado.